Coerção social, costumes, crenças, Multidão, Sociedade, valores
In Sociedade on Novembro 4, 2009 at 11:59 am
Ao entrar na arquibancada de um campo de futebol, percebemos que o comportamento das pessoas é similar. Gritam, xingam o juiz e vaiam a “cera” do jogado adversário. A mesma similaridade pode ser vista em escolas: quando o professor saai da sala e um aluno com ímpeto, joga uma bolinha de papel em outro, que retribui com uma nova bolinha, esta, por sua vez, atinge um terceiro aluno, e assim todos começam a participar, mesmo aqueles que nada sofreram tendem a rasgar a folha de seu caderno e atirar contra algum sujeito.
Esse comportamento irracional é denominado comportamento de multidão. Mesmo o mais quieto dos alunos tende a entrar nessa bagunça. Uma vontade animalesca lhe toma o corpo e a falta de limites morais abrem caminho à vontade se manifestar e se transformar em ação.
Os nossos desejos são oprimidos pelas regras sociais. somos coagidos a agir de forma determinada, oras, por que será que vestimos roupas em um dia de calor? Nós não pensamos, só vestimos.
Quando essas regras são quebradas impetuosamente e coletivamente, a coação é contrária em um primeiro momento, liberar esse desejo anti-social e imoral se transforma em ação de pressa e menor preocupação com consequências. Por serem ações impetuosas, as pessoas que cristalizaram os valores ditos normais (anteriores) sentem-se ofendidas, mas sentir-se-ão coagidas. Aquelas ações de quebra de valores afetaram o íntimo de seus valores, costumes e crenças.
Para o desespero do antiquário social , quando os valores que eram patológicos tornam-se normais e acontece a reviravolta de toda consciência comum, a coerção social é contrária aos valores já considerados anacrônicos e força o indivíduo a agir, sentir e pensar de outra maneira.
Logo, os Old Dogs assimilam os novos valores ou minguam até uma possível revolta.