
Meu post sobre Magritte no Lounge.
Este ficou bem bacana, deem uma olhada!
Trecho:
Por isso eu creio que esse quadro pode ser a expressão da falta de comunicação na ilusão da própria comunicação, a conexão da modernidade líquida contrapondo a relação das velhas sociedades ditas lentas, baseada numa responsabilidade mútua. Pois, notem, apesar do quadro mostrar um casal se beijando, o beijo, a relação firmada, é interrompida (até mesmo evitada, pode-se dizer) pelos sacos na cabeça de cada amante. São amantes líquidos. Amantes que não querem o obstáculo do outro para obstruir seus rios tão ávidos por movimento.
Em nossa sociedade dita pós-moderna, todos os entraves que possam, de alguma forma, interromper a maneira individual de se gozar a vida, precisam ser evitados. A insegurança em não entender a complexidade do outro e a incapacidade de, simplesmente, não destruir sua alteridade, a descartando como refugo da sociabilidade, favorece às formas superficiais de relacionamento, onde o termo conexão é muito bem colocado por Bauman, afinal, nada mais fácil e livre de qualquer culpa e responsabilidade do que se desconectar – quebrar um laço já frágil.

Muito interessante o post, quero agradecer, pois me ajudou a pesquisar a obra de René Magritte denominada “Os amantes”. Um quadro que delata uma realidade social vivida ainda nos primórdios do século XX. Porém, reavivada nos dias atuais.
Poxa, legal, me sinto útil, huahua
Obrigado :]