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Os Amantes, de René Magritte – Crítica à Modernidade Líquida


Meu post sobre Magritte no Lounge.

Este ficou bem bacana, deem uma olhada!

Trecho:

Por isso eu creio que esse quadro pode ser a expressão da falta de comunicação na ilusão da própria comunicação, a conexão da modernidade líquida contrapondo a relação das velhas sociedades ditas lentas, baseada numa responsabilidade mútua. Pois, notem, apesar do quadro mostrar um casal se beijando, o beijo, a relação firmada, é interrompida (até mesmo evitada, pode-se dizer) pelos sacos na cabeça de cada amante. São amantes líquidos. Amantes que não querem o obstáculo do outro para obstruir seus rios tão ávidos por movimento.

Em nossa sociedade dita pós-moderna, todos os entraves que possam, de alguma forma, interromper a maneira individual de se gozar a vida, precisam ser evitados. A insegurança em não entender a complexidade do outro e a incapacidade de, simplesmente, não destruir sua alteridade, a descartando como refugo da sociabilidade, favorece às formas superficiais de relacionamento, onde o termo conexão é muito bem colocado por Bauman, afinal, nada mais fácil e livre de qualquer culpa e responsabilidade do que se desconectar – quebrar um laço já frágil.

 

Sobre Vinicius

Fascista desde criancinha.

2 respostas »

  1. Muito interessante o post, quero agradecer, pois me ajudou a pesquisar a obra de René Magritte denominada “Os amantes”. Um quadro que delata uma realidade social vivida ainda nos primórdios do século XX. Porém, reavivada nos dias atuais.

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