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Greve na Grande Belo Horizonte

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Desde segunda-feira Belo Horizonte está parada com a greve de ônibus que começou na segunda-feira, dia 22. O Sindicato dos Rodoviários pede um aumento de 37% salarial, diminuição da carga horária e a manutenção dos cargos de cobrador e despachante, que em alguns casos é feita pelo próprio motorista.

Como era de se esperar, o transito aumentou consideravelmente com a saída de mais carros às ruas da região de Belo Horizonte. Forçados a irem ao trabalho mesmo com a greve acontecendo (justificativa de falta por motivo de greve é possível, porém não é respeitado), os trabalhadores tiveram que colocar seus carros nas ruas. O volume de pessoas nos pontos de ônibus aumentou consideravelmente e a quantidade de passageiros no metrô teve aumento brusco, dificultando a movimentação dos trabalhadores pela cidade.

Piquetes foram feitos para que nenhum trabalhador furasse a greve, caso contrário, o efeito da mesma seria muito menor. A participação para a greve ter efeito deve ser total, mesmo que para isso sejam usados meios autoritários, o aumento salarial e a menor carga horária são exigências legítimas!

Após reunião do Sindicato Patronal, aumento de pouco mais de 4% de salário foi sugerido. Uma piada infame aos motoristas, que continuaram com a greve nesta terça-feira, onde vários ônibus já foram depredados por revolta popular ou ação de grevistas.

Obviamente o efeito da greve é o caos momentâneo da região da Grande BH. Com isso, força o aumento salarial, a diminuição das horas de trabalho e as outras exigências colocadas em voga. Com o caos feito, trabalhadores não vão para seu trabalho e causam prejuízo para seus patrões, já calculado em 14,7 milhões de reais somente no comércio e a greve deve continuar até as que exigências sejam atendidas. O atraso de produção, o caos e a revolta são produtos da greve de um meio tão essencial aos trabalhadores de Grande BH.

Os piquetes são necessários, pois a não participação na greve é direcionada objetivamente em conivência com a situação atual dos trabalhadores. O fato de milhares de trabalhadores não conseguirem ir ao trabalho não faz da greve uma ação má, mas confirma a força dos trabalhadores sobre os patrões. A falta é justificada, já disse, e causará bons prejuízos, contribuindo pra irritar os olhos de líderes de mercado naquela região. Todo o caos causado é de boa valia, o dano é ao patrão, não à população, que será pressionada a assumir uma culpa que não é dela, e colocar esta culpa ilegítima nas costas dos grevistas, que também não tem culpa. A situação nos transportes públicos chegou a um ponto onde somente a greve poderia funcionar para alguma possível mudança. A culpa é dos patrões!

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Sobre Vinicius

Fascista desde criancinha.

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