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Tudo Pode Dar Certo (Whatever Works )

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Boris Yellnikoff é um velho professor de xadrez, rabugento, reclamão, arrogante e extremamente sábio, abriga em sua casa Melodie, uma jovem vinda do sul dos EUA precisando de ajuda.Ingênua e inocente a moça vive vários conflitos (cômicos) com esse senhor sábio e experiente.

Melodie é extremamente o oposto de Boris, inocente, ingênua, alegre (desprovida de inteligência também) e ele um senhor melancólico, solitário, sem nenhuma esperança e que tem uma teoria e uma opinião extremamente sagaz para todas as coisas, é como se o velho fosse uma metáfora de qualquer pessoa inteligente ou informada e a moça fosse o “mundo” que parece caminhar para a estupidez cada vez mais rápido.

Comédias inteligentes que te façam rir de verdade são cada vez mais difíceis de encontrar por ai, geralmente as “comédias inteligentes” são aqueles filmes onde você esboça um quase sorriso de vez em quando, e só aquele “Mané” chato do cinema acha graça e ri bem alto (só de sacanagem).Porém esse filme é diferente.

Com esse filme Woody consegue fazer uma bela metáfora sobre a velhice (um pouco pessimista eu diria), conseguindo brincar com temas como a melancolia, a solidão e a velhice, que segundo Woody não tem vantagem nenhuma.

Melancólico, inteligente e divertido, enfim com Woody Allen não se discute.

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Sobre Cesar

http://flavors.me/amanhademanha

»

  1. mt bom seu blog porem 3 textos ao mesmo tempo pode confundir o leitor um pouco

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  2. WOW! Woody Allen, my hero! hehe.
    Eu acho um dos melhores filmes dele, em que ele não atua, é claro.
    Sou suspeito parar dele, pois me inspiro muito nos seus diálogos e indifelidades, mas posso dizer que em um todo, o seu blog é muito bom. Fui fazendo a busca pela comunidade, vendo qual o titulo de blog que mais me chamava atenção, cheguei até o teu. E não me arrependi. Espero que tenha textos tão bons como esse.

    Resposta
  3. Também acho que com o genial Woody Allen não se discute.
    Adorei o filme! Saí do cinema com perspectivas diferentes a respeito de misantropos… Em muitas das cenas, me vi no Boris… Em muitas outras, me vi na Melodie…
    Só senti que o filme tem um final muito discrepante do andar da carruagem… Visto que durante o filme todo, o pessimismo e a descrença no ser humano estão presentes.
    Tá certo que o título já contradiz todo o meu argumento: “Whatever works”… O que vier a dar certo, que dê.
    Sei que não é vida real… Mas não combinou. E eu estava esperando isso do filme…
    De repente, como assim um final feliz? Por que toda essa melosidade?
    Uma pessoa que tem por essência a amargura do conhecimento, não se transforma após se jogar da janela algumas vezes… Ou se transforma? Não seria esse o caminho inverso?
    Ou então, será o amor uma adorável e alucinante ilusão que nos tira da sobriedade do conhecimento, nos transformando em pessoas menos amargas e capazes de esperar algo do outro?
    Será que foi essa a intenção de interpretação pretendida ao final do filme?
    Será que é tudo muito subjetivo e abrangente a ponto de podermos chegar a várias conclusões possíveis?
    Será o Woody Allen um gênio, que de tão gênio, é capaz de causar tantos questionamentos com um simples final feliz?
    Será?
    Hum.. comentar este filme dá mais pano pra manga do que eu imaginei no começo. rs.

    Resposta

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