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Vandalismo

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Segunda-feira, dia 28 deste mês, um homem tentou matar um estudante dentro da faculdade por que não aceitava seu relacionamento com sua ex-namorada. O rapaz apontou na cabeça do atual namorado da mulher, disparou duas vezes, mas a arma falhou, depois encheu a cabeça da vítima de coronhadas. Será que se o assassinato fosse “consumado” a reação dos jornais e também dos cidadãos seria diferente da reação atual?

Esse terror com o ex-namorado ciumento já é tratado como algo normal, não seria melhor que a arma não tivesse falhado? Não seria melhor causar o impacto de uma morte insana e sem sentido do que um atentado com ferimentos poucos visíveis e que, no fim das contas, somente os participantes seriam realmente chacoalhados pela situação da sociedade? Talvez com mais vítimas, não seria melhor que algo horroroso aos olhos da massa tivesse acontecido?

Os crimes leves já são cócegas, não conseguem atingir agressivamente, eles já fazem parte da sociedade, já são intrínsecos e não vão se tornar parte estranha tão cedo. Se isso é verdade, uma caminhada mais rápida, uma agressão mais forte e um impacto maior não seria a solução?

Talvez com o balanço de um crime grave a sociedade fique atenta ao colapso na segurança e comece a questionar não somente ela, mas todas as práticas sociais, todas as instituições que deveriam nos proteger e ver qual é o real problema. Sendo assim, o vandalismo, o crime, a violência gratuita é uma arma contra o sistema vigente.

Vandalismo na avenida após campeonato paulista é um exemplo típico de agressão aos valores, aos costumes e às crenças da sociedade atual. Não por que é direcionado à ela, mas por que afeta o julgamento do que mantém os valores, costumes e etc em pé. Oras, não seriam as pichações, destruição de bens públicos, roubos à banco, à grandes supermercados, à grandes fábricas bons meios de chocar a população?

O vandalismo é uma arma que precisa ser usada, é ela que vai levantar o povo para uma ação com paixão pela destruição do sistema vigente. Por que existe a insistência de fazer greves? Se fossem causados prejuízos físicos às construções, será que não seria mais impactante? Será que não levaria mais e mais trabalhadores e trabalhadoras ao levante?  Ou ficar preso no sonho da racionalidade humana e da conversa com boa conclusão por todas as partes?

Não há algo que é bom para os dois lados, sempre um deles vai perder algo que acham que lhes é legítimo. O máximo que acontece é um lado conseguir um pouco do que deseja e o outro perder um pouco do que aproveitava, logo, as relações de superioridade, de submissão e sujeição continuariam, porém, com a corda mais folgada no pescoço do grupo não dominante na determinada luta em particular.

Mesmo depois de conversa, quando não há aceitação de um acordo, por que continuar insistindo em conversas? Vale à pena deixar os próprios princípios pra tentar chegar a uma conclusão teoricamente pacífica? Não será a conclusão pacífica somente uma forma de um lado manter a soberania e do outro continuar submisso?

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Sobre Vinicius

Fascista desde criancinha.

Uma resposta »

  1. Entendo o seu ponto e acho q ele não é praticado por dois motivos, pq realmetne as pessoas se acomodam e nao estao dispostas a arriscar muito, outro q o excesso de violencia seria retribuido com mais violencia pela repressao, e as pessoas tb nao estao dispostas a sofrer este tipo de violencia. Agora, ha alguns grupos militantes bem ativos, tem q procurar, eles sao pequenos mas as vezes conseguem bons resultados.

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