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Tolerância Ao Intolerável

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III – A Escolha.

Voltando ao tópico: devemos respeitar, pois é uma escolha pessoal e nenhuma escolha pessoal deve ser reprimida por alguma política de Estado e etc.

Mas quem disse que é uma escolha? Algum liberal? Algum religioso? Quem disse que existe o livre arbítrio para dar às pessoas responsabilidade e, óbvio, proteção por tudo que escolhem?

Se eu matar, a escolha é minha, serei preso por meu ato; se eu sou muçulmanos, a escolha é minha, serei protegido da mão-de-ferro dos Estados, pois nada pode me impedir de tomar minha decisão pessoal.

Ser ou não muçulmanos não está na mãos da liberdade total de escolha, descrita, por exemplo, pelos liberais, para justificar um sistema onde a liberdade de escolha para compra é base de uma vida. Se existe a livre-escolha, totalmente fora dos escrúpulos do meio, por que a maior taxa de muçulmanos é no oriente médio, onde já existem muçulmanos e sua cultura já é alastrada? Por que não há tantos fascistas na bélgica, mas na Itália um bloco fascista perdurou por tanto tempo mesmo depois da morte de Mussolini?

Por que uma cultura predominante é normalmente aquela que tem mais “seguidores”? Digo, o Brasil poderia ter historicamente uma cultura colonial mas ser uma grande potência imperialista, mas isso aconteceria quebrando o laço que une o atual brasileiro com o colonialismo.

Mas então, por que não poderiam viver concomitantemente? Tanto a cultura colonial como a ação imperialista?

Por que uma ação, uma maneira de fazer, de ser e de pensar, depende do MEIO! O ser humano é produto do meio em que vive. Logo, voltando ao assunto principal, o uso da burca não é escolha própria, mas é o resultados das pressões sociais vividas por um indivíduo em um determinado meio.

A burca é o símbolo da opressão, pois é uma peça de roupa obrigatória, que retira o direito mais básico de se vestir como convém ao indivíduo. Tudo que é obrigatório é opressor. Retirar o “direito” de vestir a burca e proibi-la, é, também, ser opressor, pois se está retirando uma mão da via. Porém, antes de ser uma ação contra a cultura muçulmana, é uma ação política, contra o progresso da população muçulmana em número e contra a firmação de uma real cultura muçulmana.

 

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Sobre Vinicius

Fascista desde criancinha.

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