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O Bunda Mole Atual

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Um dia, conversando com um amigo, cujo pai trabalho em uma montadora muito famosa no ABC paulista, me contou um caso bem “normal”.

Nesta montadora, é proibida a entrada com câmeras e com aparelhos celulares que contenham câmeras… Pois já sabemos o que houve, um rapaz entrou com um celular com câmera embutida e ficou mostrando para seus amigos, o segurança da empresa o viu e lhe chamou a atenção: “Não é permitida a utilização de celulares com câmeras dentro da empresa!”, o rapaz guardou o celular imediatamente e o segurança esbravejou, “Que esta seja a última vez”.

Ao se safar da demissão, o operário virou para os amigos que ele estava mostrando o aparelho e reclamou da abordagem, sendo bem sarcástico, nisso, o pai do meu amigo fala para o dono do celular, “Fica quieto rapaz! Ele poderia ter te denunciado e você seria demitido, você sabe que é proibida a entrada de celulares aqui!”.

Não entrando no mérito de quem está certo ou errado (seria o rapaz, por não obedecer a uma regra que ele supostamente aceitou ao entrar na empresa; ou a empresa, por demitir quem traz aparelhos com câmera), o que eu considero completamente sem sentido neste caso. Acho que o interessante é analisar a reação dos amigos do rapaz com o cel. com câmara.

Perceberam que a reação deles foi de defender o ponto de vista de empresa e não de bater de frente com a regra imposta? Foi melhor abaixar a cabeça e fica com o rabo entre as pernas à seguir em frente com o peito aberto à socos e pontapés.

O proletário de hoje não quer perder os “privilégios” que tem, não tem consciência do que existe além dos privilégios, acha que tem um salário merecido, e não que merece muito mais do que um salário, acha que o plano de saúde pago pela empresa, que o restaurante, que os benefícios são uma dádiva dos grandes capitalistas, que, muito políticos, estão dando para receber.

Essa demonstração de bundamolisse é aquilo que vem acontecendo para nos chamar a atenção ao cuidados com o próprio rabo que cada operário tem, este cuidado, diga-se de passagem, tipicamente burguês.

Nossos operários almejam ser burgueses, almejam ser aquilo que está oprimindo, principalmente pela falta de demonstração prática que existe realmente o opressor. A ideologia do “quem pode manda, que tem juízo obedece” ganhou.

Em nossa sociedade, a exploração, a hierarquia, a forma de estudo, que é considerado com uma etapa na vida profissional, toda a indústria cultural, com seus filmes populares para expansão do pensamento nacionalista, que valoriza a família cristão, que valoriza o próprio cristianismo e etc, todas essas formas de expressão da vida num sistema capitalista, são consideradas imutáveis, eternas, transcendentais.

E se a resposta para toda a regra for “não”?

 

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Sobre Vinicius

Fascista desde criancinha.

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