Assinatura RSS

Inocência e Coronelismo

Publicado em

Esses dias a novela foi interessante.

Você é um cara malvado

Jesuíno, um matuto do campo, estava sendo abusado pelo filho do coronel da cidade, eis que o cangaceiro Herculano, o mais temido da cidade, o salva de um possível esculacho. Após livrar Jesuíno da enrascada certa, mira seu olhar em direção de um pingente balançando no pescoço do rapaz, e lhe pergunta como havia conseguido tal adorno. Jesuíno hesita em responder.

Com toda inocência de um matuto, ele retruca às indagações do cangaceiro, “Não gosto de quem pega as coisas que não são dele”. Mesmo após de ter sido salvo por Herculano, Jesuíno não confia no rapaz, por ser o maior ladrão da cidade. O grande ladrão o responde, dizendo que rouba o coronel, o cara que explora os cidadãos para seu lucro. Mesmo assim, ainda é o mau-ladrão. “Pega o que não é dele”.

Herculano, o Cangaceiro, deve mesmo ser considerado um ladrão mau?

Na cidade, o proprietário de praticamente todas as ferramentas, todo o meio de trabalho é o coronel. Ele as vende para seus empregados e, dentro do seu latifúndio “permite” que trabalhem. Os empregados ganham o suficiente para comer, dormir, e vestir. Eles não são proprietários. Suas propriedades são irrisórias e não movimentam capital.

O cangaceiro é ladrão de quem? Ele rouba a comida rara dos empregados ou a propriedade de real valor e movimentação do coronel? Se ele rouba algo que, obviamente, não é dele, de quem ele rouba? Do porco que controla toda a cidade. Jesuíno foi desconfiado, pois sua inocência e relacionamento próximo com o coronel não abriram sua mente para o que está atrás da aparência: o cangaceiro está lesando quem merece ser lesado. Ele é o representante formal oculto da sociedade que pega de volta o que foi tomado.

Então como devemos julgar suas ações?

Ele não deixa de ser um sujeito que roubou algo. Porém, o que é mais importante, é saber onde esse roubado está localizado contextualmente.

O proprietário é, por si só, o representante de uma sociedade oligárquica, ele é o grande pai, o sujeito que dita o que deve acontecer e como deve acontecer. Ele manda e desmanda, está acima da lei. Ele é a lei. Quando se torna um sujeito tão poderoso, consegue fazer o que quer por meio do medo e tradição.

Herculano, o cangaceiro malvadão, é a tentativa de rebater este poder, de duvidar desta verdade, de fazê-la não ser uma verdade absoluta. Herculano é o sujeito que desequilibra o poder. É exemplo que deve abrir a mente dos cidadãos alienados da cidade coronelizada.

Anúncios

Sobre Vinicius

Fascista desde criancinha.

»

  1. gostei do seu blog parece um jornal, boletim…e este texto tão regionalista, eu não sei enfim, sei que não devemos corrigir o texto de outrém mas, ha um erro quase inotorio no meio de tanta perfeição um tal exitar…
    abracos amigo, boa sorte.

    Resposta
  2. OLHA SEU INÚTIL, SE FOR COMENTAR NO MEU BLOG FALE SOBRE O POST,
    NAO PEDI SUA OPINIAO E NAO TE CONVIDEI PARA IR LÁ
    CUIDA DA SUA VIDA E VAI ASSISTIR SUA NOVELA QUE VOCE GANHA MAIS.

    IDIOTA!

    NEM TE CONHEÇO, SEU IDIOTA!

    Resposta

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: