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Noruega e o Terrorismo

Publicado em

Decoração nova da Direita.

Os crimes na Noruega estão sendo destacados como crimes da extrema direita do país e, o que era até provável, sendo denominado ‘terrorismo’. Seria até tentador denominar terrorismo, acusar a santa direita de um bárbaro crime nunca antes cometido. Em todas as ditaduras fascistas ou militares (ultradireitistas em geral), qualquer ato comunista contra o poder estatal era considerado terrorismo, nunca um ato político.

Nâo cairíamos no mesmo erro ao identificar esse atentado como um crime terrorista? No mesmo alarmismo cultural, onde não admitimos que ainda existe e sempre existirá conflitos de ordem política?

Os jornais televisivos levaram o assunto para o campo não-político, digo, eles realmente observaram que os atores dos crimes na Noruega eram ligados à extrema direita do país, mas não direcionaram o crime como sendo a expressão política de um grupo, consideraram como um atentado terrorista. É quase como falar que, na verdade, ‘a direita não é assim, são só uns caras maus que, por coincidência, são de direita, que fizeram isso’. Ou seja, é retirar todo o substrato político que dá contexto ao ato.

Por que fazem isso? Na verdade, sabemos que isso já é natural aos comentários sobre conflitos, mas, então, como surgiu essa despolitização dos conflitos? Por que a maioria dos conflitos se tornaram guerras culturais e não políticas e econômicas?

TODAS as causas político-econômicas estão ligadas ao sistema político-econômico direta e claramente, já a cultura sempre foi concebida à parte, como sendo a forma moldável da socialização. Aquilo que podemos, conscientemente, transformar no que bem quisermos.

Mas o que eu achei mais engraçado foi a forma como o grupo de direita atuou no país. Num país onde cada cidadão come caviar com o troco do pão, onde não há larica em ninguém, o sujeito leva uma suposta rebeldia sem causa.

É como um roubo à bancos comunista, daqueles que aconteciam na época da ditadura, em plena democracia-liberal. Só serviria pra acabar com as chances do comunismo ser levado à sério num país onde comunismo é tido como ingenuidade.

Em países onde não há exploração física descarada, e há alienação atolada na mente dos sujeitos, a melhor forma não é a rebeldia. Rebeldia à quê? Entendem? Você tem comida no prato, tem cama quentinha, tem moradia, vai se rebelar em seu país sobre a condição dos africanos? É necessário uma abordagem MUITO mais teórica e rica do que prática e destituida de fundamentos sólidos e precisos.

Reparem que eu não estou falando de ‘desenvolver uma alternativa’, ou qualquer coisa que ligue ao pacifismo pseudo-comunista onde Nós podemos viver em nosso recanto e Ele, os capitalistas, viverão no deles. É a velha abordagem materialista, dialética e sem frescuras pseudo-tolerantes. O objetivo é acabar com o sistema vigente, é acabar com aquilo que faz qualquer tipo de alienação ou desigualdade, seja qual for, necessária em uma realidade concreta.

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Sobre Vinicius

Fascista desde criancinha.

Uma resposta »

  1. Caramba fiquei assustada! Estou planejando que minha filha vá morar na Noruega mais agora percebi que não terei paz de espirito nunca, realmente todo lugar tem seus dilemas.

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