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Esse método é foda, hein?!

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Fica triste não, pelo menos sua memória é fodona, rapaz!

 

 

Está aqui um típico estudo Non-Sense:

Pessoas tristes têm memória melhor que pessoas felizes

Pegam um grupo de 88 pessoas, as colocam sobre uma determinada situação e tiram conclusões dos resultados obtidos.

O problema é que as pessoas não estavam neutras, brancas de conteúdo, vazias. Elas já tinham alguma consciência, alguma personalidade, alguma vida. Como é possível concluir ao decente por meio de estudo deste tipo? Por amostragem? É impossível!

A única maneira seria analisar de modo objetivo, lógico e empírico. Não se generaliza amostragens, isso é ridículo. Generalizamos fatos que são claramente, objetivamente, frutos comuns de uma situação comum. Se isso parece lógico, por que ainda existem experiências desta forma?

Tirar conclusões desta forma é tão ridículo quanto tentar afrontar uma teoria com uma exceção.  Algo como o meu post dos Ramones. É tão ridículo quanto descontextualizar e retirar toda a carga histórica. É positivista.

A exemplificação perfeita poderia ser a conversa seguinte:

“Todas as pessoas que praticam swing são uns retardados mentais” – Diz o conservador.

“Não! Eu tenho um amigo que pratica swing e não é retardado mental!” – Diz o contestador.

Em suma, os dois disseram a mesma coisa. Enquanto o conservador afirmou uma representação social, que não precisa ser logrado de uma totalidade, o contestador a reafirmou, quando deu como contraposição a experiência pessoal de uma pessoa do grupo que não tem a característica consequente.

Ou seja, no fim das contas, swingers são, sim, retardados, mas o amigo do contestador não é por um motivo diverso não relatado.

O problema é que, para afirmar-se que swingers são retardados, seria necessário uma prova empírica/lógica/racional para tal. Não basta a afirmação. É aqui que se encontra o erro do contestador. Ele não deve exemplificar o contrário, ele deve pedir as evidências. Sem evidências não há afirmação, não importa o quanto a pessoa acredite em sua própria palavra, foda-se, é só palavra enquanto não há um caminho lógico por trás.

E as afirmações sem conteúdo lógico costumam ainda a serem respeitadas. Não, elas não devem ser respeitadas quando ultrapassam um limite de influência. Quero dizer, algo que afeta o exterior, que conduz um grupo ou que pretende o conduzir, não deve ser respeitado, deve ser colocado à crítica. É aí que veremos se é algo racional ou não. Cada conceito deve provar sua racionalidade.

A maior prova do respeito é a crítica e não a indiferença, ou até a franguisse de não criticar com medo de parecer dono da verdade. A verdade, o fato, é única. Tenham certeza que nem todos sabem o que realmente é e que, para saber, é necessário botar tudo à prova.

O mundo é externo à nossa consciência e a objetividade do mesmo, emana de sua materialidade. Quero dizer, não importa o quanto pensamos que algo seja de uma maneira, esse algo é da maneira como ele é, pensemos iguais ou não.

Por que não enfrentar? Medo de ser chato? Talvez, chato seja a pessoa que não tem aparatos para argumentação de uma ideia complexa que ela mesma reproduziu.  

 

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Sobre Vinicius

Fascista desde criancinha.

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