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Parada Gay Proibida na Sérvia, Democracia Totalitária e Jean Willys

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A parada gay na Sérvia foi proibida, assim como em 2009. Ela estava prevista para ontem e, por motivos de segurança, ordem e paz pública, foi vetada pelo Estado. A polícia e outros serviços chegaram a conclusão que os grupos homofóbicos poderiam causar uma estrago, como foi na primeira parada do orgulho gay, em 2001.

Sobre esta notícia, eu me lembro da história recente da Servia com Milosevic, fodendo os bósnios croatas e muçulmanos. O país já tem certa história com limpeza étnica, o que não é nem um pouco desligado aos grupos ultraconservadores homofóbicos, que promovem passeatas anti-gays pela Servia. Mas o que me chama a atenção é o ponto “democrático” da situação.

A Sérvia vivia em marginalidade com a União Europeia desde a queda da URSS e a ascenção de Milosevic, porém, após sua queda, os EUA empregam firme a política totalitária pela democracia, obrigando os países sem firmação política à serem seus capachos economico-políticos e os enfiando em um lugar dentro de grupos maiores (Washington firmaria seu apoio para a entrada da Servia na UE) e reproduzindo o capitalismo democratico-liberal atualmente em crise por meios destes. Com a democracia instaurada e caça aos criminosos de guerra, a opinião social sobre a Servia deveria mudar.

Dentro da democracia da Servia, um grupo enorme de anti-gays faz passeata anti-passeata-gay. Um grupo maior decide algo, decidem não dar espaço para homossexuais. Como a democracia age nesta situação? Atendendo aos grupo maior, que tem maioria de votos, vamos assim dizer, ou protegendo o grupo menor? Chegamos a esse impasse, o que um governo democrático deveria fazer? Neste caso, o governo Sérvio foi bem claro em sua ação, atendeu à maioria e protegeu a minoria, porém, QUEM DISSE QUE A MAIORIA TEM RAZÃO?

Considero essa como a grande trapaça da democria liberal. Dar ouvidos à maioria. A maioria, em países relativamente estabilizados, estará vendada pela ideologia dominante, reproduzindo seus preconceitos e, nos países em crise, percebemos que os grupos que tocam em assuntos populares, ou que defendem esses pontos de vista e tocam o público popular, são aqueles ultraconservadores, de extrema direita, homofóbicos, anti-imigração e etc. É como se a esquerda tivesse vergonha de ser Extrema e, simplesmente, não apoiar o capitalismo. Esquecer reformas e negociações, simplesmente não apoiar e não tentar viver com ele, o melhorando.

 O que me lembra da entrevista com Jean Willys, no De Frente Com Gabi, quando ela perguntou se ele realmente era socialista, e a respota foi automática, ele disse querer melhorar o sistema capitalista, sendo assim, se considerando socialista. Jesus, como isso?! Capitalismo de face humana? Deputado Jean Willys é a representação perfeita da suposta esquerda socialista atual, aquela que tem medo das provocações e tentam ser modernas, atualizadas, dando apoio ao capitalismo, mas o reformando com políticas sociais. Apesar disso, ainda tenho gosto por como ele leva as questões LGBT, sendo, talvez, o único de pulso pra isso.

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Sobre Vinicius

Fascista desde criancinha.

Uma resposta »

  1. ótimo texto.

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