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Reblog: 1984, O Vestido da Liberdade

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Meu texto sobre 1984 no Obvious – 1984, O Vestido da Liberdade

Trecho:

A noção máxima dos indivíduos sobre a história é aquela que é passada pelos órgãos estatais, não há livros subversivos de livre circulação, não há nada. Desta forma, a única maneira de expressar dúvida não é apontando os erros e mostrando o que deveria ser, mas unicamente duvidado. Não acreditar na história é a única maneira de rejeitar a história vigente, mesmo não havendo conhecimento de nenhuma outra história.

Dentro desta perspectiva, qualquer traço de uma outra história, por exemplo, um vestido florido e batom, ou, até mesmo a noção de o que é maquiagem, é a libertação um passo a frente da dúvida. O fato de haver um vestido florido representa que houve uma história diferente, seja lá qual for ela. O vestido não significa nada em relação à feminilidade, ele é o sopro de liberdade em um espaço social onde o próprio sexo é proibido e, de qualquer forma, de qualquer jeito, ele é transgressão (e libertação).

O amor é transgressão e é um ponto ainda mais interessante.Julia diz amar Winston sem nunca ter conversado com ele. Eu creio que este é um parâmetro muito preciso para as formas de relação em 1984, o amor, a similitude e a completude, existem na própria quebra da frieza cotidiana das relações puramente de fins econômicos. Eles se amam na transgressão, e o amor também é uma transgressão, uma liberdade.

 

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Sobre Vinicius

Fascista desde criancinha.

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