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Presidente Pastor Na Comissão De Direito Humanos?

Publicado em

Marco Feliciano

A possibilidade de haver um pastor evangélico – Marco Feliciano – na presidência da Comissão De Direitos Humanos assusta. Não se trata de perseguição religiosa: o negócio é factual; qualquer forma de luta LGBT é taxada como luta por privilégios de uma parcela minoritária da população. Como uma parcela minoritária pode exigir privilégios? – Pensa o pastor.

Democracia ou Ditadura da Maioria

Me parece que, para o pastor, democracia é sinônimo de ditadura da maioria. Como se democracia fosse uma enquete onde a opção mais votada ganhasse em detrimento de todas as outras. Como se, caso feito um plebiscito sobre homossexualidade e caso o resultado fosse algo “inesperado”, a rebaixando como algo horrível que deve ser evitado, o Estado tivesse a obrigação legitimada pelas massas de fazer de qualquer forma de afeto entre mesmo sexo um ato contra a lei.

A lei se tornaria a moral e os bons costumes. Por que, vejamos, quando uma população de pensamento coletivo formado precisa votar a respeito da dominação da parte de um grupo hegemônico, é óbvio que a votação acabaria, na maioria das vezes e quanto mais extremo mais certo seria, numa conclusão conservadora.

Uma Maioria Definindo Sua Vida

A dominação se coloca de forma que não consegue ser vista como dominação de maneira fácil. Ela se disfarça; se fantasia como algo que deve ser assim por que os princípios mais racionais vigentes assim determinam. O povo é estruturado com esses princípios, como achar que uma votação indicaria o contrário?

Se a vontade é de fazer uma democracia de verdade, então é necessário atender à todas as demandas de forma que não prejudique nenhum grupo envolvido.

Ofensa Moral

Mas chegamos num ponto irreconciliável. Para a posição clássica cristã conservadora, exibições de afeto por casais homossexuais já é uma ofensa, afinal, todos precisam ter moralidade e moralidade é “você entrar com seu filho dentro do shopping center ou em qualquer lugar e não ver dois homens de barba se agarrando na sua frente”.

Moralidade é “respeito à família, é o respeito que eu aprendi com meus pais”. Mas qual é validade dessa frase? O que valida aquilo que qualquer um aprendeu com nossos pais? Eu aposto que os senhores de escravos aprenderam com seus pais que o modelo capitalista-escravocata era um ótimo modelo de modo de produção.

Tudo isso é embasado em um imperativo moral arbitrário e globalizante. Que não se contenta em ser aplicado num sujeito, mas que faz o sujeito ter que reproduzi-lo por meio da força (principalmente por violência simbólica). Digo, é aquela coisa, você pode ser um idiota (e o fato de haver a possibilidade legítima de ser idiota não retira a idiotice da coisa), mas, caso vá se pautar em conjunturas democráticas, terá que, necessariamente, não obedecer algumas regras de sua crença.

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Sobre Vinicius

Fascista desde criancinha.

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