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Arquivo da categoria: socialismo

Algumas Fotos e Imagens Marcantes de Lênin e da Revolução Russa

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Você pode estar pouco se fodendo para a Revolução Russa, mas deve admitir que essas fotos e imagens marcam uma época muito importante da história humana. Veja cada detalhe, cada coisinha retratada. Nada estava lá em vão. Esta é a revolução!

Lênin em Discurso

Civis em Posição

Mais uma de Lênin

O Domingo Sangrento

Aqui um típico cartaz da revolução

Isso seria Lênin varrendo a burguesia e a monarquia da Rússia

Após a Vitória

Em Discurso Público

Uma De Suas Imagens Mais Conhecidas

 

 

 

 

 

 

 

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Yoani no Roda Viva

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O Roda viva com Yoani Sanchéz foi meio lá meio cá. No momento, enquanto escrevo este texto, Gossip Girl passa no SBT, com aquela tradução maravilhosa que faz cada personagem parecer um ser humano com problemas vocais – está melhor que o Roda Viva. Não quero dizer que o programa estava ruim por ser tendencioso, isso não, mas o programa estava morno, estava em clima de “boa hospitalidade”. Mas hospitalidade para quem?

Delicadeza excessiva

Os jornalistas estavam tão delicados com Yoani como Alan é delicado e atencioso com Charlie, quando precisa de uns trocados. Se tirarmos de nossa conta um pergunta mais ácida, feita por Chantal Reyes, ao comentar sobre o título de diplomata do povo de Yoani – “Como você sabe que representa o povo cubano?”

Apesar dos rodeios – e que rodeios, ela girava tanto em torno de cada pergunta que me fez gorfar um suco de manga – é necessário ver a entrevista e notar que a falta de conteúdo expresso é uma boa evidência da falta de sua teoria ser bem alicerçada. O que isso significa? Que ela é financiada pelo EUA? Eu não sei, mas isso se encaixa com a descrição já bem sabida do ativistas pós-modernos: pouco conteúdo e muito berro.

Definir-se é limitar-se (!?)

Ela não se define, muito provavelmente para ainda ter a opção de transitar por todos os lados quando bem quiser sem ser importunada por isso, mas, vejamos, uma posição não precisa ser imutável, então, por que não se definir? Eu creio que posições políticas são, também, artigos de consumo – não se definir, não se delimitar, é ter a possibilidade de consumir qualquer posição dentro do leque de opções.

É provável, também, que não se posicionar seja, além do leque aberto para o consumo, uma maneira de não se queimar, afinal, sua fama é de ser uma marionete americana, uma reafirmadora da ideologia dominante (o que não é mentira) – Eu só fiquei sentindo falta de um incendiário para botar fogo naquele programa.

A entrevista está mais pra baixo:

Yoani Sánchez e sua função social

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Sinceramente, não me parece que a Yoani tem muita coisa para oferecer a respeito de cuba. Digo isso após ler esta entrevista e verificar que, assim como muitos fora da ilha, ela não faz ideia de como Cuba sobrevive – o problema é que ela é de dentro da ilha. Na verdade, se for ver bem, ela morava na Suiça, então, por ligações familiares (sei lá, saudades) resolveu voltar e ficar com a família na maldita ilha dominada por crápulas. O problema é um: se a ilha é tão ruim, como ela saiu e voltou sem nenhum problema? Se a ilha é tão ruim, por que é o país com a 10ª maior movimentação migratória para os EUA e não o primeiro (levando em conta que os EUA tem uma lei que retira todo tipo de burocracia para qualquer um de Cuba que queria entrar no país – é quase como uma forma de incitar as saídas)?

Não sou idiota, não nego que o país não vive num paraíso, mas não sou idiota de considerar que todas as informações que saem de lá são fruto da “mídia manipulada de um país ditatorial”. Convenhamos, as estatísticas sobre saúde, moradia, emprego e educação são internacionais, não vieram de uma pesquisa de esquina produzida em laboratório conspiratório cubano. Como lidar com Yoani? Qual é a sua função? Por que ela tem tanta importância na mídia internacional?

Eu creio que ela é a salvadora da ideologia – ela é aquela que, mesmo sem autoridade e sem evidência nenhuma (até mesmo contra as evidências) reafirma as ilusões sobre Cuba. Todas as ideias propagadas por grandes meios de comunicação sobre o país costumam ser ideias embebedadas pela ideologia dominante. Tem como pressuposto o ensaio do inferno instalado em Cuba. Tem como princípio o terror comunista digno de filmes hollywoodianos – Como essas ideias vão ser alicerçadas? Com fundição reacionária. Quando se vive em uma sociedade que se funda na recusa de um outro determinado tipo de sociedade e, pior ainda, quando há a hegemonia nos meios de comunicação desta ideologia alarmista e pseudo-defensora das liberdades individuais, é um caminho lógico deduzir que qualquer informação mais geral está imersa na luta que é negada desde a queda do Muro de Berlim: a luta entre um sistema que representa um grupo dominante contra todos aqueles que estão sob seu domínio; mas essa luta não deve aparecer como tal, não deve aparecer como antagonismo, não é confortável deixar essa imagem à vista – ela deve ser escondida e qualquer oposição deve ser colocada como o anacronismo concentrado.

Neste contexto, Yoani é a legitimação da ideologia. Ela é alguém de dentro do inferno que retrata com confiança (pois não foi maculada com a porcada comunista) o território inimigo. Não importa o que ela diga nem como diga, o que ela falar terá uma dose de confiança e será endossado pela opinião pública – afinal, ela “estava lá pra ver” (como se só ela fosse capaz de enxergar algo).

Nesta entrevista em particular, quando perguntada sobre alguns fatos e sobre algumas situações em Cuba, sua resposta sempre é de desprezo ao regime ditatorial, entretanto, quando não há como sair da sinuca de bico, ela nega dados de pesquisas, nega fatos como um “na minha opinião, não. Esta é minha opinião”. Em um dado momento, ela diz que a educação e saúde não melhoraram tanto assim – quando respondida pelo jornalista com dados concretos sobre a melhora, continua dizendo algo que se parece muito com a birra de um adolescente de cidade globalizada “Não, por que não quero e essa é a minha opinião”. Este tipo de resposta incorpora o sujeito pós-moderno que acredita ter a medida de todas as coisas em suas mãos – entretanto, não é assim que funciona. Cada indivíduo poder a opinião que quiser, mas, caso ela não esteja a par com a realidade, então, ela está errada. É sua opinião, você tem direito dela, mas sua opinião está errada. Nem tudo é relativo e nem tudo dependo do ponto de vista.

Ao ser indagada sobre o suposto sequestro e violência policial, ela reafirma o caso e diz ter provas: tem fotos das agressões – quando perguntada do por que de não ter levado estas fotos à mídia, responde que só quer mostrar em tribunais. Quando perguntada sobre o fato de não ter marcas no corpo um dia depois do suposto ocorrido, responde que os violentadores eram “especialistas”. Não há nenhuma lógica no discurso – na verdade, se for ver de maneira mais demorada, é a mesma lógica do “eu sei e não vou te contar”. Ela foi agredida, afirma que tem provas, mas não deseja mostrar. “Opção dela”. Como acreditar realmente em qualquer tipo de situação quando TUDO que se tem para confirmá-la está “guardado para a hora certa”?

Vejamos, não se trata só de violência de gênero, se trata de violência política – mas, a situação como um todo, tem função também legitimadora das ilusões capitalistas sobre Cuba. Haver um caso contado mas não provado sobre agressão por motivos políticos é uma reafirmação de que Cuba é o inferno na terra, é Mordor à pleno vapor. Como esta ilusão já está bem localizada na ideologia dominante, ela não precisa de evidências, pois só um comentário a respeito que se sincronize com a imagem que se tem estruturada sobre Cuba já a faz ser verdadeira. Lembremos, somente aquilo que foge da realidade é desconfiado – a “realidade” de cuba (realidade passada pela ideologia) é essa sala de torturas e essa ditadura pessoal transmitida de maneira recorrente pela mídia.

Existe, então, uma razão para haver discursos tão pobres mas que trazem de um jeito tão fantástico a atenção internacional: são discursos que reproduzem a própria ideologia. Por que ainda existe racismo (algo já “batido”)? Por que não se trata de um ódio individual, mas de uma relação de dominação estrutural em nossa sociedade que, em grande parte, nem depende da moral dos indivíduos, mas se impõe a elas. É inconsciente e implacável.

Desta forma, creio que Yoani Sancéz é uma personagem de fôlego para a ideologia, é uma personagem que trabalha para manter a ilusão a respeito da ilha – claro, sem intenção clara, mas, o fato de pertencer à ilha, a faz ter esse papel de destaque.

Greve Dos Funcionários do Metrô e CPTM: Liberação das Catracas ou Paralisação Total?

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Há a ameaça de greve na CPTM e no Metrô, em SP. Há duas opções, ou greve com tudo parado, ou a liberação das catracas e o funcionamento normal dos trens. Eles têm seus motivos e seus objetivos, mas o que eu queria falar se refere às duas opções: parar tudo ou liberar as catracas.

É óbvio que para os usuários, os trabalhadores, parar o serviço completamente não seria uma boa ação. Perderiam seus dias de trabalho, teriam que justificar suas faltas, ou então, teriam que se locomover de outra forma, talvez com ônibus (o que causaria superlotação dos mesmos), talvez de automóvel próprio (o que causaria engarrafamento nas vias mais movimentadas). Mas, mesmo assim, liberar as catracas teria uma ação somente contra as empresas responsáveis pelos trens. O protesto não teria caráter mais geral, não seria uma greve relacionada com o próprio sistema econômico, mas sim, uma greve de “empregados da empresa X” e de “empregadores da empresa X”.

A greve, desta forma, absorveria o sistema econômico que dá aval para os abusos das empresas, o legitima e regulariza. A questão, então, se coloca somente como um aumento de salário, mas não como uma luta relacionada a certos paradigmas da relação empregador e empregado (por exemplo, a necessariedade desta relação). Não se coloca em cheque o próprio sistema, parece ser difícil admitir que para haver qualquer tipo de transformação um pouco mais profundo através das greves, é necessário uma mudança nas relações sociais de produção e nos caminhos da própria administração estatal.

E o outro lado? E a paralisação total? Nesta ação, os trabalhadores dependentes dos trens não conseguiriam chegar aos seus trabalhos, ou sofreriam um pouco mais para tal. A cidade seria um caos nas vias movimentadas ou seria um caos nas empresas vazias. Desta forma, a greve com paralisação total não teria efeito somente na empresa em que ela começa, a paralisação dos serviços também englobaria boa parte de outras empresas, onde os trabalhadores dependem dos trens para chegar, além de causar um pequeno caos na cidade, pelo abarrotamento de carros ou de usuários de ônibus. De qualquer forma, uma desordem geral tomaria conta dos horários com movimentação alta e deixaria algumas empresas sem parte de seus empregados.

O caráter da greve não se limitaria à luta vã contra o empregador, mas se estenderia à luta com a própria lógica do empregador – que engloba os outros empregadores e a conjuntura estatal. E é por isso que os grandes jornais não relatam as greves como formas de exigir mudança na esfera do trabalho, eles as expõe como causas de um grande caos urbano que, diga-se de passagem, estaria sempre sendo controlado pelas políticas da administração pública. A grande sacada dos grande jornais, dos grandes meios de publicação de notícia é valorizar o indivíduo.

O supremo indivíduo deve ter sua liberdade para ir ao seu trabalho, não precisa ser afetado pela greve; desta forma, a greve se limita à ações restritas, delimitadas por uma suposta liberdade do outro. Entretanto, a questão da greve não é a felicidade do indivíduo, não é a satisfação dos objetivos de cada indivíduo. Deste ponto de vista, o indivíduo não importa, o que importa é aquilo que a greve pode causar dentro do sistema sócio-político-econômico que determina as relações entre os indivíduos – este, por sua vez, não detém a liberdade propagada pelos meios de comunicação.

Proibidão do Stand Up, Liberdade de Expressão e Ideologia

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O Proibidão do Stand Up é um show de stand up comedy onde não há limitações para as piadas, logo, à tudo é permitido ser dito. A verdadeira liberdade de expressão é vista, não há nada para reprimir o sujeito de dizer e agir da maneira como ele realmente quer agir, ou seja, não há nada que o impeça de ser racista, homofóbico, fascista, machista, etc e etc. Não há nada que o trave no momento de expressar aquilo que está em seu interior mais profundo – finalmente o humorista é livre pra dizer aquilo que pensa e aquilo que deve ser dito.

Eu creio que esse show de stand up é um sinal de que a liberdade de expressão como é propagandeada tem limites bem claros e concessões bem claras: pode-se falar o que quiser sobre quem quiser, afinal, tudo é “humor”, entretanto, não se pode discutir uma transformação radical nas estruturas da sociedade para esse tipo de humor não ser mais um testemunho de uma prática cotidiana. A figura de Bolsonaro, outro defensor da liberdade de expressão, ou de Marcelo Tas, demonstram o que é permitido colocar em pauta. O primeiro não quer saber de ideias da ‘esquerda terrorista’ do Brasil, o segundo já é mais civilizado, tem a mesma concepção de mundo, mas coberta por uma áurea de liberalismo – um liberalismo tão porco quanto qualquer conservadorismo.

É permitido ser racista e homofóbico, mas será que é permitido ser racista e homofóbico “invertido”? Tem jeito de ser racista com brancos e heterofóbico? Se levarmos em consideração que racismo e homofobia são expressões de uma relação de dominação, não, não tem. É necessário contextos peculiares para ser possível um racismo inverso ou uma heterofobia. Isso nos leva a uma conclusão óbvia: a liberdade de expressão é a liberdade dos grupos dominantes voltarem a expressar sua dominação, de perderem qualquer tipo de limitação imposta pelo grupos historicamente submissos.

O público do show demonstra tal argumento: estão, de acordo com a Folha, na faixa de 25 à 35 anos, todos de classe-média.

E isso vai de encontro a uma pergunta mais importante: quais são os limites da liberdade de expressão? Eu, com certeza, creio que deve haver limites, exatamente para não haver um nazismo descontrolado disseminando por aí – Os meios de comunicação atribuem status e fortalecem a mensagem, eles fazem dos artistas, ou heróis paladinos da liberdade de expressão, ou vilões da cidadania. Atualmente o primeiro adjetivo está anexado à eles. Já com esta designação, a autoridade daqueles que expressam as piadas racistas aumenta, é o fortalecimento de uma determinada ideologia por meio da indústria cultural, sob a autoridade e lógica desta mesma ideologia. É assim que a liberdade de expressão se transforma em liberdade de dominação.

Os Amantes, de René Magritte – Crítica à Modernidade Líquida

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Meu post sobre Magritte no Lounge.

Este ficou bem bacana, deem uma olhada!

Trecho:

Por isso eu creio que esse quadro pode ser a expressão da falta de comunicação na ilusão da própria comunicação, a conexão da modernidade líquida contrapondo a relação das velhas sociedades ditas lentas, baseada numa responsabilidade mútua. Pois, notem, apesar do quadro mostrar um casal se beijando, o beijo, a relação firmada, é interrompida (até mesmo evitada, pode-se dizer) pelos sacos na cabeça de cada amante. São amantes líquidos. Amantes que não querem o obstáculo do outro para obstruir seus rios tão ávidos por movimento.

Em nossa sociedade dita pós-moderna, todos os entraves que possam, de alguma forma, interromper a maneira individual de se gozar a vida, precisam ser evitados. A insegurança em não entender a complexidade do outro e a incapacidade de, simplesmente, não destruir sua alteridade, a descartando como refugo da sociabilidade, favorece às formas superficiais de relacionamento, onde o termo conexão é muito bem colocado por Bauman, afinal, nada mais fácil e livre de qualquer culpa e responsabilidade do que se desconectar – quebrar um laço já frágil.

 

Extupro Coletivo na Paraíba, Mulher Objeto e Consumo da Mercadoria

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Ocorreu um crime horrível na Paraíba onde mulheres foram estupradas coletivamente como forma de comemorar o aniversário de um homem. Este era o presente. Entretanto, duas mulheres viram os rostos (que estavam encapuzados) dos estupradores e, por conta disso, foram mortas.

Este é o tipo de assunto que a gente simplesmente reproduz o fato, não há muito o que argumentar, não há muito o que pensar, a primeiro momento, no entanto, creio que é bacana falar sobre a própria sensação de “presente” que este ato se deu. Como alguém pode considerar um presente estuprar várias mulheres? Como um abuso sexual, uma destruição da alteridade, a reificação total do outro pode ser um presente? Exatamente por isso.

A condição de presente se dá pela própria coisificação da mulher. Não há dúvida que a mulher é amplamente coisificada, objetivada na sociedade, sendo essa objetivação até mesmo uma crítica machista para a afirmação de que não há opressão por gênero. Se a mulher tem liberdade para ficar seminua na televisão, desafiando todos os valores cristão e etc, como ainda pode haver opressão? Como isso pode ser um sinal de opressão? Não deveria ser o sinal da quebra dos próprios valores cristãos, conservadores, etc e etc?

A exposição dos corpos das mulheres na TV (para tomar este exemplo comum) é só a afirmação dos valores conservadores. Esta exposição se torna, ainda, uma prova da existência de tais valores e sua confirmação dentro da sociedade – a prova disso é o próprio status das mulheres que trabalham desta forma, elas são o objeto de desejo sexual, são aquilo que todo homem queria ter por um noite (ou simplesmente quando estivesse a fim), são a mercadoria sexual perfeita, entretanto, nada disso é de elevado valor social.

Então, a consideração do presente como tal, leva em conta a própria consideração da mulher como a mercadoria sexual perfeita, o estupro é o consumo dessa mercadoria. Qual foi o presente? O consumo de uma mercadoria. Bauman explica que o desejo “é a vontade de consumir. Absorver, devorar, ingerir e digerir – aniquilar”, não foi exatamente isso que pôde ser visto? A mulher, mesmo objetivada, ainda é um outro, como tal, sua presença ainda é intimidadora – ainda instiga a total assimilação ou destruição.

O outro é sempre intimidador, sempre é algo que não sabemos ao certo e que pode, a qualquer momento, ser aquilo/fazer aquilo que menos esperávamos, sua existência nos desestabiliza e o desejo é a forma de consumirmos tudo aquilo que seja possível, jogando o resto na lata do lixo. Consumindo aquilo que a mercadoria me serve e rejeitando os restos como refugo, oras, se a mulher é objeto, ao mesmo tempo que é a interrogação do outro, sua própria existência é uma afronta e a ação de defesa ao outro é, de alguma forma, o incluir em nosso eu, entretanto, as próprias relações sociais que mediam homens e mulheres já trazem uma dominação intrínseca.

O homem consome sua mercadoria pela afronta de sua existência e rejeita os restos sob a forma de representações morais. A mulher se torna, então, o objeto de desejo, a mercadoria sexual, mas, além disso, a víbora venenosa, a manipuladora – a vadia.

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