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Algumas Fotos e Imagens Marcantes de Lênin e da Revolução Russa

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Você pode estar pouco se fodendo para a Revolução Russa, mas deve admitir que essas fotos e imagens marcam uma época muito importante da história humana. Veja cada detalhe, cada coisinha retratada. Nada estava lá em vão. Esta é a revolução!

Lênin em Discurso

Civis em Posição

Mais uma de Lênin

O Domingo Sangrento

Aqui um típico cartaz da revolução

Isso seria Lênin varrendo a burguesia e a monarquia da Rússia

Após a Vitória

Em Discurso Público

Uma De Suas Imagens Mais Conhecidas

 

 

 

 

 

 

 

Oposição Comunista x Capitalista

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Em conversas cotidianas, conversas com populares, estudantes, trabalhadores especializados ou não, é comum notar, quando se toca no assunto, é claro, que a oposição comunista x capitalista norteia o significado destes dois termos, de maneira que um é aquilo que o diferencia do outro. Como se fossem análogos, mas com sentido inverso. Isso se reflete em comentários como “Se é comunista, por que trabalha?”, “Por que tem casa própria?” e etc. Mas o que eu queria argumentar é justamente que esta oposição não existe.

O Típico Garoto Pera-Com-Leite Que Manda As Gafes Do Primeiro Parágrafo

Categorias De Análise

Se pararmos para pensar, perceberemos que a oposição em que uma sociedade de classes se constrói, pautada no sistema econômico, é entre proletário x capitalista. Sendo este o detentor dos meios de produção e aquele o possuidor somente de sua força de trabalho que, portanto, precisa vender para conseguir sobreviver numa sociedade capitalista. Proletário e capitalista são duas posições possíveis na estrutura econômica capitalista atual – Mas comunista não é; comunista é uma posição possível em uma estrutura política, quero dizer, ser comunista é relacionado à ação política, à ações que manifestamente corroboram com um ideal de sociedade comunista.

Dentro da estrutura política é mais razoável colocar a oposição entre direita x esquerda, estando na esquerda o comunista, anarquismo e etc, e na direita o liberalismo, conservadorismo, social-democracia e etc.

Desta forma, se tentarmos junta tudo em uma análise político-econômica, chegaríamos num sistema de posições possíveis onde Engels seria classificado como capitalista (já que era detentor dos meios de produção) e comunista (por sua vida política). Não é gafe definir Engels como comunista, assim como, se obedecermos o rigor da classificação, também não será gafe coloca-lo na trupe dos capitalistas.

As Possibilidades Da Estrutura

Ao dizer que Engels foi uma capitalista comunista, eu também posso dizer que não é possível ser uma proletário capitalista, por que estas duas posições dependem uma da outra para existir – formam um sistema onde se definem exteriormente, pela diferença com os demais. Dentro do sistema econômico, as classificações lá contidas são excludentes, não se confundem, mas podem mesclar-se com as classificações de outros sistemas, como do político.

O Comunista Capitalista

O que restringe, na verdade, diminui a probabilidade de se encontrar mais capitalistas comunistas é a complexidade da vida social – ela não é fria e racionalizada, não é um grande cálculo – há outras coisas em jogo, há todo um capital simbólico que flui e se acumula em torno de ações de cunho moral, por exemplo. A honra, a hipocrisia, a dignidade, o trabalho (enquanto valor) são forma de acumular ou denegrir capital simbólico. O que não leva um comunista a ter planos futuros de ser o diretor de uma indústria de carvão é a contradição que isso expressa simbolicamente – é o fato de que a responsabilidade do diretor de empresa é reproduzir e segurar um sistema de desigualdade. Ele (o diretor) é uma das autoridade neste aspecto.

Entretanto, não se deve ficar iludido, pois se se está dentro de uma sociedade capitalista, não há como fugir da sua lógica auto-reprodutora. Por isso que somente uma revolução poderosa pode inverter as relações sociais, por que, no cotidiano, elas se reafirmam continuamente.

Yoani Sánchez e sua função social

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Sinceramente, não me parece que a Yoani tem muita coisa para oferecer a respeito de cuba. Digo isso após ler esta entrevista e verificar que, assim como muitos fora da ilha, ela não faz ideia de como Cuba sobrevive – o problema é que ela é de dentro da ilha. Na verdade, se for ver bem, ela morava na Suiça, então, por ligações familiares (sei lá, saudades) resolveu voltar e ficar com a família na maldita ilha dominada por crápulas. O problema é um: se a ilha é tão ruim, como ela saiu e voltou sem nenhum problema? Se a ilha é tão ruim, por que é o país com a 10ª maior movimentação migratória para os EUA e não o primeiro (levando em conta que os EUA tem uma lei que retira todo tipo de burocracia para qualquer um de Cuba que queria entrar no país – é quase como uma forma de incitar as saídas)?

Não sou idiota, não nego que o país não vive num paraíso, mas não sou idiota de considerar que todas as informações que saem de lá são fruto da “mídia manipulada de um país ditatorial”. Convenhamos, as estatísticas sobre saúde, moradia, emprego e educação são internacionais, não vieram de uma pesquisa de esquina produzida em laboratório conspiratório cubano. Como lidar com Yoani? Qual é a sua função? Por que ela tem tanta importância na mídia internacional?

Eu creio que ela é a salvadora da ideologia – ela é aquela que, mesmo sem autoridade e sem evidência nenhuma (até mesmo contra as evidências) reafirma as ilusões sobre Cuba. Todas as ideias propagadas por grandes meios de comunicação sobre o país costumam ser ideias embebedadas pela ideologia dominante. Tem como pressuposto o ensaio do inferno instalado em Cuba. Tem como princípio o terror comunista digno de filmes hollywoodianos – Como essas ideias vão ser alicerçadas? Com fundição reacionária. Quando se vive em uma sociedade que se funda na recusa de um outro determinado tipo de sociedade e, pior ainda, quando há a hegemonia nos meios de comunicação desta ideologia alarmista e pseudo-defensora das liberdades individuais, é um caminho lógico deduzir que qualquer informação mais geral está imersa na luta que é negada desde a queda do Muro de Berlim: a luta entre um sistema que representa um grupo dominante contra todos aqueles que estão sob seu domínio; mas essa luta não deve aparecer como tal, não deve aparecer como antagonismo, não é confortável deixar essa imagem à vista – ela deve ser escondida e qualquer oposição deve ser colocada como o anacronismo concentrado.

Neste contexto, Yoani é a legitimação da ideologia. Ela é alguém de dentro do inferno que retrata com confiança (pois não foi maculada com a porcada comunista) o território inimigo. Não importa o que ela diga nem como diga, o que ela falar terá uma dose de confiança e será endossado pela opinião pública – afinal, ela “estava lá pra ver” (como se só ela fosse capaz de enxergar algo).

Nesta entrevista em particular, quando perguntada sobre alguns fatos e sobre algumas situações em Cuba, sua resposta sempre é de desprezo ao regime ditatorial, entretanto, quando não há como sair da sinuca de bico, ela nega dados de pesquisas, nega fatos como um “na minha opinião, não. Esta é minha opinião”. Em um dado momento, ela diz que a educação e saúde não melhoraram tanto assim – quando respondida pelo jornalista com dados concretos sobre a melhora, continua dizendo algo que se parece muito com a birra de um adolescente de cidade globalizada “Não, por que não quero e essa é a minha opinião”. Este tipo de resposta incorpora o sujeito pós-moderno que acredita ter a medida de todas as coisas em suas mãos – entretanto, não é assim que funciona. Cada indivíduo poder a opinião que quiser, mas, caso ela não esteja a par com a realidade, então, ela está errada. É sua opinião, você tem direito dela, mas sua opinião está errada. Nem tudo é relativo e nem tudo dependo do ponto de vista.

Ao ser indagada sobre o suposto sequestro e violência policial, ela reafirma o caso e diz ter provas: tem fotos das agressões – quando perguntada do por que de não ter levado estas fotos à mídia, responde que só quer mostrar em tribunais. Quando perguntada sobre o fato de não ter marcas no corpo um dia depois do suposto ocorrido, responde que os violentadores eram “especialistas”. Não há nenhuma lógica no discurso – na verdade, se for ver de maneira mais demorada, é a mesma lógica do “eu sei e não vou te contar”. Ela foi agredida, afirma que tem provas, mas não deseja mostrar. “Opção dela”. Como acreditar realmente em qualquer tipo de situação quando TUDO que se tem para confirmá-la está “guardado para a hora certa”?

Vejamos, não se trata só de violência de gênero, se trata de violência política – mas, a situação como um todo, tem função também legitimadora das ilusões capitalistas sobre Cuba. Haver um caso contado mas não provado sobre agressão por motivos políticos é uma reafirmação de que Cuba é o inferno na terra, é Mordor à pleno vapor. Como esta ilusão já está bem localizada na ideologia dominante, ela não precisa de evidências, pois só um comentário a respeito que se sincronize com a imagem que se tem estruturada sobre Cuba já a faz ser verdadeira. Lembremos, somente aquilo que foge da realidade é desconfiado – a “realidade” de cuba (realidade passada pela ideologia) é essa sala de torturas e essa ditadura pessoal transmitida de maneira recorrente pela mídia.

Existe, então, uma razão para haver discursos tão pobres mas que trazem de um jeito tão fantástico a atenção internacional: são discursos que reproduzem a própria ideologia. Por que ainda existe racismo (algo já “batido”)? Por que não se trata de um ódio individual, mas de uma relação de dominação estrutural em nossa sociedade que, em grande parte, nem depende da moral dos indivíduos, mas se impõe a elas. É inconsciente e implacável.

Desta forma, creio que Yoani Sancéz é uma personagem de fôlego para a ideologia, é uma personagem que trabalha para manter a ilusão a respeito da ilha – claro, sem intenção clara, mas, o fato de pertencer à ilha, a faz ter esse papel de destaque.

RSA Animate – First as Tragedy, Then as Farce

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De Péssimos Humoristas à Falsa Filosofia Natural

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Eu creio que a decadência do humorista é quando ele começa a fazer piadas sobre fezes e flatulência sem parar. É como o político que apela para a quantidade de obras que ele fez, sem perceber que ele foi partidário da ditadura militar, que é corrupto, que já foi preso e que todo mundo sabe disso. É como apelar praquilo em que as pessoas vão se seduzir fácil, do jeito mais tranquilo de conseguir algum partidário.

O humorista de merda e peido faz todo mundo dar risada por que ele se rebaixa ao nível mais básico do que se pode chamar de humor. Estruturalmente, qualquer idiota sabe do que ele está falando e qualquer um tem certo pudor com esses temas… O que nos leva a pergunta: por que existe pudor em relação a temas que advém da mais naturalidade humana?

Creio que seja exatamente por demonstrar nossa animalidade. Enquanto defecamos/peidamos somos tão animais quanto qualquer outro. Percebam, não há boas maneiras nessa parte do dia. É aquilo que precisamos fazer escondido, onde nossa animalidade não seja percebida, pois, caso seja, tornar-se à piada! Se torna, então, uma questão de cunho social. Se existe a repressão, ela existe por uma norma social, não é objetivamente absoluto [se é que existe esse termo].

E ser natural, a nova onda da jovenzada classe-média-alta, se mostra como algo totalmente idiota. Praticamente tudo que fazemos não é natural. Além de comer, dormir e transar, o que alguém faz que pode ser considerado cem porcento de acordo com a mãe natureza? Morar em predios? Tomar banho de chuveiro? Ouvir música no MP3? Falar no celular?

Não há como ser natural, e regredir no tempo pra alcançar este objetivo é retardado, é quase como os pseudo comunistas/anarquistas que propagam a ideia de viver em uma sociedade alternativa, autônoma, onde a tecnologia como conhecemos não consegue ser suportada (por motivos óbvios, não há recursos para isso), é se isolar da realidade tentando fazer uma nova para si, é ridículo, é egoísta e covarde. Não há nada ruim em ser urbano, porra. Não existe pecado em haver tecnologia. O problema não é a tecnologia, a vida urbana, mas sim, o que rege tais aspectos da realidade.

É como o velho conservador que fala para o jovem que em sua época, as coisas eram melhores, e, o jovem o considera um babaca, porém, em sua velhice acaba falando a mesma coisa para outros jovens… Como se uma dia, uma realidade objetiva tivesse sido a realidade perfeita, totalmente adaptada à vida humana e como se voltar no tempo fosse a única opção para aproveitarmos a vida, sem notar que, se houve mudança, ela aconteceu como uma consequência objetiva da própria realidade e das mudanças nas relações sociais que nela ocorrem.

A diferença entre conservadorismo e vanguardismo é básica: em um o sujeito lembra dos bons tempos, em outro o sujeito age por bons tempos.

Centro Velho de SP

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Opa! Caridade da esquerda! Que belo ideal, não?!

Sempre me interessei pelo centro de São Paulo. O lugar, a arquitetura, tudo me interessava, até a decadência me deixava mais atônito pra conhecer melhor o que lá se passava e passa. Foi então que comecei a pesquisar sobre a história da região, sobre o começo da decadência e sobre a instalação da crackolândia.

Foi assim que acabei caindo em alguns blogs onde os autores falavam a respeito da crackolândia, do lugar, dos perigos e das tentativas de ajuda.

No fim, em todos os blogs a conclusão foi a mesma: a maioria está lá por que fez escolhas erradas/é vagabundo filho da puta. Sem contar com os que apontavam a higienização do local como solução (que foram poucos, admito). A maioria dos autores que apresentavam solução colocava o método de conscientização como a resposta. Em outras palavras, para acabar com a crackolândia, é necessário conscientizar a população dos males que o crack trás…

Que nobre colocação…

Logo, para acabar com a crackolândia, temos que manter as condições materiais para existência da crackolândia, mas metendo a real na população.

Então é isso? O pessoal da crackolândia fez escolhas erradas? Eles tinham duas opções, ser um trabalhador honesto, um cidadão-de-bem, barba bem feita, cabelo bem cortado, falando palavras macias com os chefes e pretendendo ser um, mas sabendo que o certo é subir na vida sem prejudicar ninguém, ou, ser um maldito, pária da sociedade, pedaço de cranco vivo, um merda social.

O sujeito acorda e se resolve, “Quer saber, quero ser um merda!”.

É como os religiosos conservadores (pleonasmo?) têm o conceito de homossexualidade: opção sexual. O sujeito termina o banho e se resolve, “Quer saber, quero ser o pária da sociedade, vou escolher ser gay!”. Senta lá, Claudia.

Todos que estão na crackolândia, não estão por que decidiram estar lá. Estarem lá foi produto de vários acontecimentos, não de decisões erradas. Não se para para escolher sobre um assunto tão na cara. A própria decisão é, em si, uma ilusão.

Tenho a leve impressão de que levar tais assuntos para a “decisão pessoal” é quase como falar “eu não decidi estar neste caminho ruim”. Que é, por sua vez, a maneira mais humilde de expressar a própria superioridade moral. “Sou um cidadão-de-bem”. Ou para afirmar “Dei a volta por cima, tudo isso era culpa minha, mas eu me superei e, agora sim, sou um cidadão-de-bem!”.

Legal é que essas pessoas sempre fazem o mesmo discurso de caridade, mas não entendem que só perpetuam a situação abominável de um sujeito, porém não acabam com a consequência necessária de um determinado sistema que é essa situação. São capitalistas com consciência ou anarquistas/comunistas ingênuos. No fim, são mantenedores de algo que dizem “acabar”… Ho ho ho…

 

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