Assinatura RSS

Arquivo da tag: conservadorismo

Reblog: O SUPOSTO LÍDER SANCTO SE AUTO-DIFAMA EM VÍDEO

Publicado em

Estou reblogando esta postagem importante, do site da Lola.

Trecho do sujeito racista e misógino identificado e tratado no post:

– “Quando o Brasil se tornar isso [a Índia] porque todas as loiras miscigenadoras vão trepar um dia com um macaco e não vai ter mais brancos que nem eu, homens limpos, homens trabalhadores, aí eu quero ver o que vai acontecer”. 
– “O estado inerente do preto é a sujeira; o estado inerente da mulher é a prostituição […] e o estado do homem branco é o trabalho”.
– “O preto é um animal”. Portanto, Emerson chama se relacionar com um negro de zoofilia. As loiras mercenárias “preferem fazer zoofilia é pra ofender mesmo”.
Sintomas de seus muitos males psiquiátricos:
– “É uma coisa tão forte contra o homem, que tá impossível conviver em sociedade”; “P*ta, vai ser um desperdício muito grande se eu fizer qualquer loucura nesse sentido. Porque eu olho no espelho e tenho orgulho, eu tenho uma identidade racial”; “Vem um filho de uma p*ta politicamente correto e diz que você é bipolar”; “Você acaba desenvolvendo uma síndrome de perseguição”; “Ontem eu quebrei o vidro de uma Honda Civic”. 
Todas essas ideias, essas barbaridades ditas por Emerson no vídeo (e que sãocriminosas! Afinal, racismo é crime) estão no blog (fake?) de Silvio Koerich. Pelo jeito, o principal difamador de Emerson Eduardo Rodrigues é o próprio Emerson Eduardo Rodrigues.

USP, Protestos Pró-Polícia, Marcha para Jesus e Reivindicações Pró-Vida

Publicado em

Alguns alunos da USP organizaram um protesto a favor da presença da polícia no campus. Sob o discurso de que a cidade universitária faz parte da cidade de São Paulo e quem comete infrações à lei, lá dentro, merece ser punido. Depois afirmam que “A minoria contra tudo e todos não pode nos impedir de querer o que é nosso de direito!”.

Somente neste discurso já dá pra reparar certos cacoetes conservadores, como a insinuação de que a lei é a cristalização da ordem máxima e etc, assim como, na tentativa de fazer uma ditadura da maioria a denominando democracia. Ou seja, nós, a maioria, queremos que (por exemplo) gays não entrem na FFLCH, portanto, democraticamente, exigimos que nossa voz vire lei, que é a cristalização máxima da justiça social e, portanto, deve ser seguida cegamente.

Antes de acreditar em qualquer neoconservador que queira dar uma de democrático que luta pela liberdade de expressão e pelo reconhecimento da vontade do povo, creio que nós precisamos reconhecer que a vontade do povo não costuma ser uma vontade progressista nem nada. O povo não quer aborto legalizado, maconha legalizada, Estado realmente laico, leis anti-homofobia e etc. O povo acha que bandido bom é bandido morto, que bandido é bandido por que não tem caráter e etc. Que é tudo uma questão de escolha.

Então, tentar desqualificar o protesto na USP por não ser constituído de uma maioria de estudantes é, no mínimo, desonesto intelectualmente. Onde está a maioria contrária ao protesto? Em casa? Cheque-mate.

O protesto pró-polícia me faz lembrar as marchas para jesus, onde os conservadores saem às ruas em defesa da vida e etc.  Uma maneira emocional de disfarçar a total falta de progresso no pensando religioso. Lutar em defesa da vida é a mesma coisa que lutar pela liberdade de expressão. É possível perceber o real contexto em que essas palavras são colocadas e como são manejadas.

Um exemplo muito bacana, ainda sobre o aborto, para exemplificar como as palavras são manejadas e, em si, já carregam um significado (histórico-social) traiçoeiro: bebê. Quando uma mulher está grávida, a maneira comum de se chamar o que ela carrega na barriga é bebê. Só há um problema, aquilo não é um bebê, é um feto. Bebê é a romantização cristã do valor à vida em detrimento da própria autonomia (e vida) da mulher.

A própria reação ao termo feto é uma prova: quem o diz é frio, cruel, não reconhece a vida que existe num ventre materno e etc. Porém, o que há lá é um (em sentido social) vir-a-ser. Não dá pra chamar de ser humano, não dá pra chamar de vida, é ilógico se ater somente à biologia neste tipo de caso, pois a vida não é só o organismo biológico, mas, também, o aspecto social. A vida é vida enquanto ela é reconhecida materialmente, não? Quero dizer, só existe vida social enquanto existe relação social.

Por isso, eu termino associando essas duas faces conservadoras com a face pseudo revolucionária da luta pela liberdade, por livre-expressão e etc, mas ainda mantém a linguagem engessada aos moldes liberais-conservadores. A discussão sempre estará perdida ou sempre terá como fim algum tipo de reivindicação ética e blá blá blá.

Políticos Corruptos, Devio de Atenção, Tropa de Elite e Cidadão Médio

Publicado em

Neste texto vou me apropriar de um tema instigado no blog Contra Cultura.

Ultimamente é fácil escutar um “Enquanto isso os políticos roubam em Brasília!”, ou “Contra a corrupção ninguém faz nada!”, quando qualquer tipo de manifestação ou protesto é feito. Por exemplo, no caso do Rafinha Bastos, foi fácil ver a comoção no Facebook de pseudodefensores da liberdade de expressão em disseminar uma publicação com os dizeres: “Brasil: Levam os humoristas a sério e os políticos na brincadeira”.

Desculpa nenemzada, o fato de haver políticos corruptos não anula o FATO de que ainda há diversos outros problemas que também são importantes e que também merecem atenção. Basicamente, exigir uma atenção contra os políticos corruptos quando se vê protestos contra homofobia, racismo, conservadorismo e etc, só demonstra uma tática ideológica de trocar o verdadeiro alvo das ações.

Enquanto toda atenção for desviada para assuntos insolúveis (pois o problema da política é sistêmico, não dá pra tentar fazer nada só por reformas ou protestos anticorrupção), os assuntos onde pode acontecer um impacto maior (como a legalização da maconha), acabam sendo suprimidos naturalmente, sem intervenção repressiva, somente ideológica.

Ou como foi dito no Contra Cultura:

É o fenômeno do “enquanto isso os políticos roubam”. Essa frase é usada sempre quando se quer desclassificar uma questão importante para determinado grupo, seja os negros, as mulheres, as lésbicas, os gays, enfim, minorias em geral. Nos comentários da notícia sobre o novo vídeo feito pela Caixa, agora colocando o Machado de Assis como ele de fato era, mulato, muita gente diz: “pra que perder tempo com essas bobagens? enquanto isso, tem um monte de político roubando”.

Essa frase pode vir de outras maneiras: “e enquanto isso, tem um monte de crianças sofrendo na África”, ou “e enquanto isso a gente tá destruindo o mundo, poluindo o meio-ambiente” e por aí vai.

Há melhor exemplo de tática ideológica para desvio de assunto? Puro alarmismo liberal.

É como em Tropa de Elite, onde a apresentação do cidadão médio sendo o mais natural possível, sem as amarras da sociedade é apresentada como sendo a solução para os problemas do RJ. Basicamente, se queremos acabar com os problemas, vamos bater em playboy que compra maconha de traficante e vamos matar os traficantes. Porém, o grande problema com as drogas não está na sua venda ilegal, mas está na ilegalidade e nos motivos para tal estado.

Na realidade, não faz diferença se meia dúzia de pseudorevolucionários boicotassem o tráfico. Na verdade, a afirmação de que quem compra maconha está alimentando o tráfico é muito mais carregada de carga ideológica que pode parecer. Basicamente, isso é argumento de quem boicota a Coca-cola, ou de quem acha que acha que o problema das drogas é cultural, ou até, por incrível que pareça, individual (a pessoa que se droga, problema dela, ela é culpada, ela usa por que ela quer). Então, e aqui expresso de forma direta, quem compra droga do traficante não modifica em nada a situação atual, pois ela é sistêmica! O boicote ao tráfico como maneira de acabar com algum mal da sociedade é pura massagem no ego. Vão pensar, cambada.

O Capitão Nascimento e a ideologia por trás do BOPE no filme são, assim como o Bolsonaro, a representação do cidão médio conservador, aquele que ignorou completamente as censuras sociais da democracia liberal e quer ser anti herói, pois a única salvação do país é “se livrar das medidas de proteção que só protegem os bandidos”.

 

Facebook, Pedofilia, Falsos Protestos e Alarmismo Liberal

Publicado em

Nesta semana terminou o protesto muitcho doidcho e altamente agressivo contra a pedofilia. Trocar as fotos do perfil por desenhos animados! A proposta era colocar a foto do desenho até o dia das crianças e essa atitude representaria um manifesto contra pedofilia/violência infantil no Brasil. Nunca tive tantos amigos com perfil do Goku na vida.

Óbvio que isso gerou as risadas de muitas pessoas que não via sentido nenhum em fazer este tipo de manifesto, que isso não iria mudar nada e, como resposta, uma mensagem foi espalhada, onde dizia mais ou menos que os manifestantes sabiam que isso não acabaria com a violência infantil, nem com a pedofilia, mas já era uma forma de ação e era muito melhor que ficar com os braços cruzados. Só eu vi o alarmismo liberal aqui?

Estamos em uma situação crítica e precisamos tomar logo uma atitude, pois o a situação está prestes a explodir e ficar fora de controle, logo, em um ímpeto incontrolável, eu simplesmente ajo para contribuir com a salvação do mundo. Pronto, agora faço parte de algo maior.

Não seria esse o grande segredo dessas manifestações?

Quero dizer, e aqui puxo a mesma interpretação sobre o consumo dos vegetais éticos ou dos cafés-que-salvam-crianças-da-áfrica do Starbucks, você realmente acha que faz diferença mudar a foto do facebook? Se sabem que não, por que fazem? Como a própria resposta ressaltou, se faz por uma satisfação ética, para não ser somente mais um internauta idiota, agora você participa de algo maior, está contribuindo para a salvação das criancinhas com potencial possibilidade de serem molestadas e etc. No fim, aquele que participa de manifestações meramente cibernéticas, também é um cínico.

É exatamente por isso que devemos pensar mais, teorizar mais, raciocinar mais e fazer menos. Isso mesmo, fazer menos. Para, assim, fazer somente o correto, aquilo que é puntual. A ideologia da catástrofe nos leva a participar dessas supostas expressões éticas e solidárias sem realmente prestarmos atenção em suas consequências. Desta forma, só manteríamos condições para a existência do sistema que provoca todos aqueles males que tentamos combater.

É como lutar pela liberdade de expressão para, por exemplo, não contratarmos gays. Supostos atos de democracia, supostas lutas legítimas, porém, completamente ideológicas. É fácil perceber que as formas conservadoras são esdrúxulas, entretanto, os discursos liberais ainda são muito tentadores. O ecologismo, o vegetarianismo e seus derivados, o boicote às grandes marcas por grupos alternativos de oposição, a tolerância (mas sempre com uma certa distância), a formação de microsociedades alternativas, as supostas revoluções digitais (que nos dão o conforto do lar e a sensação de sermos parte de um movimento de modificação da sociedade, porém, sem o uso da violência (seja ela como for), com uma revolução basicamente ética), etc e etc.

O vomitório da Myriam Rios, se expondo sobre o PL 122 do Rio, e citando o caso da babá lésbica, é clássico. É aquele clássico apelo conservador sobre as falhas ideológicas liberais, conforme eu já falei nos últimos posts, e o comercial da Coca-cola,  que é a versão pseudo-revolucionário liberal de propagar o certo. No fim da propaganda, ganha aquela que apaziguou a situação e advogou pela tolerância (claro que com uma autoridade totalmente falsa, a autoridade da cozinha).

E, assim como o toddynho de detergente, e o baconzitos de rato, essa nova investida conservadora veio pra mostrar o que realmente é o liberalismo. Ou seja, esse lixo só é a verdadeira exposição do real lixo, que é a democracia liberal representativa.

De Péssimos Humoristas à Falsa Filosofia Natural

Publicado em

Eu creio que a decadência do humorista é quando ele começa a fazer piadas sobre fezes e flatulência sem parar. É como o político que apela para a quantidade de obras que ele fez, sem perceber que ele foi partidário da ditadura militar, que é corrupto, que já foi preso e que todo mundo sabe disso. É como apelar praquilo em que as pessoas vão se seduzir fácil, do jeito mais tranquilo de conseguir algum partidário.

O humorista de merda e peido faz todo mundo dar risada por que ele se rebaixa ao nível mais básico do que se pode chamar de humor. Estruturalmente, qualquer idiota sabe do que ele está falando e qualquer um tem certo pudor com esses temas… O que nos leva a pergunta: por que existe pudor em relação a temas que advém da mais naturalidade humana?

Creio que seja exatamente por demonstrar nossa animalidade. Enquanto defecamos/peidamos somos tão animais quanto qualquer outro. Percebam, não há boas maneiras nessa parte do dia. É aquilo que precisamos fazer escondido, onde nossa animalidade não seja percebida, pois, caso seja, tornar-se à piada! Se torna, então, uma questão de cunho social. Se existe a repressão, ela existe por uma norma social, não é objetivamente absoluto [se é que existe esse termo].

E ser natural, a nova onda da jovenzada classe-média-alta, se mostra como algo totalmente idiota. Praticamente tudo que fazemos não é natural. Além de comer, dormir e transar, o que alguém faz que pode ser considerado cem porcento de acordo com a mãe natureza? Morar em predios? Tomar banho de chuveiro? Ouvir música no MP3? Falar no celular?

Não há como ser natural, e regredir no tempo pra alcançar este objetivo é retardado, é quase como os pseudo comunistas/anarquistas que propagam a ideia de viver em uma sociedade alternativa, autônoma, onde a tecnologia como conhecemos não consegue ser suportada (por motivos óbvios, não há recursos para isso), é se isolar da realidade tentando fazer uma nova para si, é ridículo, é egoísta e covarde. Não há nada ruim em ser urbano, porra. Não existe pecado em haver tecnologia. O problema não é a tecnologia, a vida urbana, mas sim, o que rege tais aspectos da realidade.

É como o velho conservador que fala para o jovem que em sua época, as coisas eram melhores, e, o jovem o considera um babaca, porém, em sua velhice acaba falando a mesma coisa para outros jovens… Como se uma dia, uma realidade objetiva tivesse sido a realidade perfeita, totalmente adaptada à vida humana e como se voltar no tempo fosse a única opção para aproveitarmos a vida, sem notar que, se houve mudança, ela aconteceu como uma consequência objetiva da própria realidade e das mudanças nas relações sociais que nela ocorrem.

A diferença entre conservadorismo e vanguardismo é básica: em um o sujeito lembra dos bons tempos, em outro o sujeito age por bons tempos.

Machismo na Boca de Um Palhaço

Publicado em

Leia antes: http://lobosagrado.blogspot.com/2009/11/se-te-chamarem-de-machista-apenas.html

Hoje eu entrei na internet e fui avisado sobre uma poça de vômito chamada Lobo Sagrado. Isso mesmo, não serei educado durante esta postagem, usarei das palavras de forma ríspida e suja, caso necessite. Se você não gostar, fuja.

Para que fique claro, machismo é o conceito que não admite a igualdade de sexos, e com isso, proclama maneiras de ser e de fazer pertencentes ao homem e outras à mulher. O machista é ligado ao machismo, simplesmente.

Ao vangloriar-se de ser machista, o indivíduo de cabeça gorda proclama com sua boca suja que é conivente com a submissão feminina, com a limitação das ações e das ideias de uma mulher ou de toda a classe feminina. É certo que um sujeito com valores morais de iniqüidade moral por sexo é, no mínimo, obtuso. Ficou fechado em uma bolha por um milênio e não conseguiu ler/ver o suficiente para entender que seu método já foi superado há muito tempo. Outra hipótese seria a vida feita no Oriente Médio, levando em consideração que isso não aconteceu, continuemos com o texto.

O grau de ridicularidade chega a um tamanho que não pode ser medido. Não dá pra saber se o autor do texto é só uma zoação de um pervertido ou se é real.

A caracterização de uma atitude machista como uma boa atitude pelo consequência de uma suposta vantagem de cunho conquistador é uma falácia sem tamanho. Utilizar como exemplo a mulher burra é como utilizar o homem burro, que seria você, caro Lobo Sagrado. Pior de tudo é generalizar este exemplo utilizando frases famosas pela propaganda masculina. Este é o cúmulo da burrice e da falta de conhecimento histórico.

Provavelmente, este inapto nunca pegou um livro de história pra analisar as limitações da vida feminina e de seu valor social inferior ao dos homens, nunca sequer enxergou a sociedade atual como ela é, óbvio que não se espera alguma ideia do que fora antes da própria existência. O pedaço de merda coloca os próprios conceitos sexistas como exemplo vindo da boca feminina, considerando este, um argumento anti-machista e não a consequência do machismo. Ainda mais, o idiota não tenta buscar a realidade como um todo, somente em pedaços que lhe convém.

Mas a obra-prima é o conjunto de frases que este punhado de merda bota como suas falas em uma conversa: todas são de cunho conservador, todas exibem a mente insana de um retardado que não consegue enxergar nada a frente de seu nariz. Cada frase mostra a maluquice de um mongol que ainda preserva os “bons valores” da desigualdade dos sexos.

É uma obscenidade à mente sã.

A prepotência em conhecer e mente feminina é tão podre quanto a ideia principal de sua postagem. Este sujeito não sabe nada, não tem método nenhum, ele só exibem imundices a cerca de um assunto que só conhece por conversas com seres tão broncos quanto ele.

A consideração da atitude feminina de uma maneira que só beneficiaria o seu argumento, sem utilizar a lógica e a racionalidade já imprime toda porquisse que esse suejeito promove.

Esta postagem foi única, me fez ver até que ponto chega a mente insana de um ser humano. A mente insana de um sujeito bronco que esqueceu da lógica e da racionalidade.

%d blogueiros gostam disto: