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Algumas Fotos e Imagens Marcantes de Lênin e da Revolução Russa

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Você pode estar pouco se fodendo para a Revolução Russa, mas deve admitir que essas fotos e imagens marcam uma época muito importante da história humana. Veja cada detalhe, cada coisinha retratada. Nada estava lá em vão. Esta é a revolução!

Lênin em Discurso

Civis em Posição

Mais uma de Lênin

O Domingo Sangrento

Aqui um típico cartaz da revolução

Isso seria Lênin varrendo a burguesia e a monarquia da Rússia

Após a Vitória

Em Discurso Público

Uma De Suas Imagens Mais Conhecidas

 

 

 

 

 

 

 

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Neutralidade na Mídia, USP Maconheira, Humoristas Levados à Sério e Hope Feminista

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Depois de tratar sobre alguns temas populares, creio que seja hora de falar sobre algo um pouco escondido nestes temas. Primeiramente, quando digo “os temas”, estou falando da propaganda sexista da Hope, do conservadorismo de Rafinha Bastos e dos protestos políticos na USP. Há um ponto em comum nestes três casos, que é a visão distorcida naturalmente absorvida pelo espectador, quando noticiado pelos meios de comunicação de massa.

Foi muito fácil ver opiniões do tipo, “A propaganda, na verdade, mostra como a mulher domina o homem” (que me faz lembrar das teses reacionárias da psicologia evolucionista),”o humorista está sendo levado à sério e os políticos corruptos ninguém faz nada” e “Protesto na USP para retirarem e PM do campus e deixar o uso da maconha liberado” – “Mais parece uma cadeia, todos violentos com rostos cobertos!”.

As formas mais fáceis de absorver alguma informação vem dos meios que compartilham esta visão “neutra”. Em outras palavras, essa naturalidade de se explicar um fato e, também, essa tentativa de não se alinhar em nenhum lado político-ideológico, é totalmente ideológico, conforme o site Cão Uivador já tratou a respeito em uma postagem. Eu digo isso, pois, vejam, se cada conceito carrega um significado histórico-social, não seria diferente com a neutralidade. O neutro é, atualmente, o liberal que precisa ser uma pitada reacionário pra agradar à todos os lados.

Então, o que quero dizer, sendo mais direto, é que a mídia NUNCA vai ser (realmente) neutra e que isso é um sonho.

Por outro lado, reclamar com um discurso pronto sobre a “manipulação da mídia” é tão besta quando reclamar do “maldito capitalismo”. Eu creio que é necessário aprofundar um pouco mais a crítica, simplesmente pra não se tornar uma crítica pró ética na mídia burguesa e se tornar um crítica antiburguesia, assim como com o “maldito capitalismo”, que se torna uma crítica contra as bases antiéticas do capitalismo e etc.

Eu creio que Dreamers é um bom exemplo, que já foi muito bem interpretado n’O Blog de Cinema, onde a revolução é uma revolução dentro de casa, ou, em outras palavras, ela é individual, ela é interna, fora das ruas, fora do espaço público. Não modifica as estruturas da sociedade.

Aqui, entro em outro aspecto: é possível uma revolução interna (que seja a base da mudança externa e etc)? Eu digo que não. Você só é o que você faz, por que você só é o que é socialmente, só o que é reconhecido. Por isso que não adianta agir conforme determinados padrões, porém, dando um significado particular diferente para a ação. Em outras palavras, não adianta eu fazer a mesma coisa que um machista, porém, dizendo que eu não interpreto como algo machista, ou que eu tenho consciência do machismo e, por conta disso, o ato não é alienado.

Você só é o que você expressa. Porém, e mais ainda, você precisa ser reconhecido, então, o reconhecimento também deve ser levado em consideração, logo, você é o que você expressa e como essa expressão é reconhecida.

Assim, tanto a neutralidade da mídia e a forma cômica de como os protestos “Antimaldito capitalismo” são vistos, se dão pelo reconhecimento já calejado pela ideologia dominante. Nós (a massa) sabemos que os manifestantes da USP são maconheiros, esquerdistas, malditos comunistas e etc, mas só sabemos disso, da maneira como sabemos, por haver uma maneira hegemônica “natural” de se pensar e agir à respeito de tais protestos. Essa maneira hegemônica é a mesma que está por trás da descaracterização dos movimentos dentro da USP, como a assembleia (da notícia acima linkada) para decidirem se a ocupação continua ou não.

A própria maneira como o discurso é feito (na reportagem linkada) já é a expressão manifesta disso. Tudo está colocado para fazer o protesto político ser algo cômico. “São comunista, ainda não perceberam que o mundo real não é assim”.

Morte de Khadafi, Revolução Francesa e Fome na África

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Esta semana Khadafi foi encontrado e morto pelo rebeldes na Líbia. As fotos e vídeos com a violência sobre Khadafi foram mostradas exaustivamente na televisão, em sites de notícias e pelas redes sociais. Isso me lembrou de duas situações: a Revolução Francesa e os documentários sobre a fome na África.

Basicamente, após ver exaustivamente a cara depredada do ditador Líbio, as pessoas arrancando seus cabelos, socando, depois de ver seu corpo morto, ensaguentado sendo exposto em um frigorífico, nós nos perguntamos (ou não): por que mostrar tais cenas? Não são pesadas demais? O que me leva instintivamente aos documentários sobre fome na África e guerra no Oriente Médio. Se os mortos dos conflitos no oriente médio são mostrados, por que não se mostra o corpo ensanguentado, morto, desfigurado, do ladrão do centro de SP?

Basicamente, esta é uma característica da nossa era atual. Enquanto, no século XIX os ideais utópicos travavam lutas com o sistema hegemônico, onde existiam planos para o futuro, no século XX e agora XXI, na era pós-moderna e pós-ideológica, o sujeito quer saber como é a coisa em si, sem interferência da ideologia. O sujeito quer alcançar de maneira direta a Nova Ordem que não conseguiu em todo séc XIX.

É isto que chamamos de Paixão pelo Real, e o preço a se pagar é a extrema violência no interior de sua veracidade. Logo, o desejo quase sexual pelo objeto se transforma em aversão devido a repugnância do Real.

Não seria esse o caso das reportagens sobre os famintos ao redor do mundo, mostrando seus corpos mazelados, mas nunca reportagens com os corpos dos mortos no centro da cidade? Quando mostram, há aquele truque de edição, onde não dá pra realmente ver o corpo, somente a cor vermelha do sangue, sem nitidez alguma. Ou seja, mostrar Africanos (que não estão no mesmo mundo que nós)

Essa aversão às reportagens contínuas sobre a morte de Khadafi e seu corpo exposto é o retrato perfeito da Paixão pelo Real. Entretanto, sua morte foi como a morte do Rei XXX na revolução Francesa: foi aclamada, foi esperada e exigida. Somente com a morte do rei haveria a morte do sistema que ele representava. Khadafi era a personificação do sistema ditatorial autoritário que ele comandava. Khadafi não era só um ditador, ele era o sistema.

Ele precisava ser morto, não adiantaria mantê-lo sob prisão. Sua morte era necessária para o fim simbólico do sistema ditatorial repressivo que ele comandava. Sua morte foi o suspiro da Líbia. É importante dizer: não existe garantia de que o poder estatal será controlado por paladinos democráticos, a morte simbólica daquilo que era a Líbia não dá garantias de que não haverá um outro ditador. Assim como foi dito por Zizek em seu discurso em Wall Street, é importante prestarmos atenção no dia seguinte.

Kassab, Centernorte, Pedreiros e Camisetas da Tent Beach

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Em uma declaração nesta manhã, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, disse que fecharia o Centernorte (ou Centermorte), Shopping com risco de explosão, com dor no coração, pois, vejam só, ele gera muitos empregos! Eu fico imaginando, será que o Kassab é daqueles que jogam lixo na rua pra gerar emprego pra gari? Ou daqueles que não dá descarga em banheiro público pra gerar emprego pra faxineiro?

Pior, estava também eu pensando com meus botões, como os empregados devem se sentir em constante perigo de explosão em seus locais de trabalho?

Essa declaração mostra, de maneira crua, como algumas ações dos partidos governantes é um tanto quanto hipócrita, e nisso, eu incluo todos os grandes projetos de geração de emprego dos grandes partidos. Todos eles se baseiam na construção civil, em gerar um emprego temporário para o pedreiro, todos eles já tomam como pressuposto a ignorância e a subserviência do povo.

Ou seja, não precisamos gerar empregos em escolas ou qualquer outra coisa, precisamos de pedreiros e marceneiros, precisamos de empregadas domésticas. É aí onde reside a artimanha: se essas pessoas estão em maior parte em nossa sociedade e tem alto número de desempregados neste grupo, são eles os mais aptos a sentirem objetivamente a necessidade de uma ação, seja lá como for (violenta ou não), é esse tipo de pessoa que acaba se virando de modo alternativo (que rouba, que trafica, que vende produtos piratas, isto é, tudo que o Estado não gosta) e por isso as propagandas acabam sendo aparelhos ideológicos estatais. Eles também aquela função da novela de passar a felicidade do pobre comendo pastel no bar da dona Jura, porém, na propaganda dos partidos, o pobre fica feliz com emprego temporário de pedreiro.

A propaganda ideológica não acaba por aí, ainda sobre as novelas, enquanto a classe altas é abatida por crises existenciais e dramas profundos, as camadas mais baixas vivem em eterna festa, no carnaval, no bar da dona Jura, no churrasco da laje… Todos os dramas nas camadas baixas são secundários ou submissos aos dramas existenciais das classes altas, sem contar no personagem clássico da mulher pobre que tenta engravidar de um rico.

As novelas são as armas mais potentes, pois são nelas onde uma suposta vida real é retratada. Quem não lembra dos depoimentos de pessoas aleatórias no fim das últimas novelas (atualmente você pode ver em Amor e Revolução, a tentativa de fazer uma novela sobre a ditadura militar)?

Amor e Revolução é a maior panaquisse dos últimos tempos, simplesmente por se apropriar de um período histórico onde a intenção final daqueles que são retratados era a de não haver novelas como Amor e Revolução. Era a de não haver espetacularização e comercialização da história. O fato de haver uma novela com esta é a prova clara, junto com as esfirras comunistas do Habib’s e com as camisetas comunistas da Tent Beach, que o capitalismo absorver tudo, inclusive aquilo que o combate, para sobreviver.

Se bem que, no fundo, a própria oposição é um desejo da democracia parlamentar/presidencialista liberal. É somente com a existência da oposição que a ideologia dominante pode se mostrar democrática, tolerante, pois deixa que tenham livre-expressão, deixam que vivam como oposição o, ao mesmo tempo, é só com a oposição que ela (a ideologia) consegue afirmar-se como hegemônica. Talvez somente a superidentifcação seja a solução para esse caso (ou uma revolução violenta e rápida, porém, superautoritária).

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